O mosquito Aedes aegypti
é o transmissor do vírus e suas larvas nascem e se criam em água
parada. Por isso, evitar esses focos da reprodução desse vetor é a
melhor forma de se prevenir contra o Zika vírus. Veja como:
Evite o acúmulo de água
O mosquito coloca seus
ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é
importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo
e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a
drenagem do terreno. Também é necessário lavar a vasilha de água do
bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas
d'água e cisternas.
Coloque areia nos vasos de plantas
O uso de pratos nos
vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas:
eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. A areia
conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que e o prato se torne um
criadouro de mosquitos.
Ralos pequenos de
cozinhas e banheiros raramente tornam-se foco de Zika Vírus devido ao
constante uso de produtos químicos, como xampu, sabão e água sanitária.
Entretanto, alguns ralos são rasos e conservam água estagnada em seu
interior. Nesse caso, o ideal é que ele seja fechado com uma tela ou que
seja higienizado com desinfetante regularmente.
Limpe as calhas
Grandes reservatórios,
como caixas d'água, são os criadouros mais produtivos de febre Zika, mas
as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de
água também. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem
ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar
reservatórios ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti.
Coloque tela nas janelas
Embora não seja tão
eficaz, uma vez que as pessoas não ficam o dia inteiro em casa, colocar
telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra o
mosquito
Aedes aegypti. O problema é quando o criadouro está
localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem
sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da
doença é a maneira mais eficaz de proteção.
Lagos caseiros e aquários
Assim como as piscinas, a
possibilidade de laguinhos caseiros e aquários se tornarem foco do Zika
vírus deixou muitas pessoas preocupadas. Porém, peixes são grandes
predadores de formas aquáticas de mosquitos. O cuidado maior deve ser
dado, portanto, às piscinas que não são limpas com frequência.
Seja consciente com seu lixo
Não despeje lixo em
valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que
eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em
casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas.
Uso de repelentes
O uso de repelentes,
principalmente em viagens ou em locais com muitos mosquitos, é um método
paliativo para se proteger contra o Zika vírus. Recomenda-se, porém, o
uso de produtos industrializados. Repelentes caseiros, como andiroba,
cravo-da-índia, citronela e óleo de soja não possuem grau de repelência
forte o suficiente para manter o mosquito longe por muito tempo. Além
disso, a duração e a eficácia do produto são temporárias, sendo
necessária diversas reaplicações ao longo do dia, o que muitas pessoas
não costumam fazer.
Suplementação vitamínica do complexo B
Tomar suplementos de
vitaminas do complexo B pode mudar o odor que nosso organismo exala,
confundindo o mosquito e funcionando como uma espécie de repelente.
Outros alimentos de cheiro forte, como o alho, também podem ter esse
efeito. No entanto, a suplementação deveria começar a ser feita antes da
alta temporada de infecção do mosquito, e nem isso garante 100% de
proteção contra o Zika vírus. A estratégia deve se somar ao combate de
focos da larva do mosquito, ao uso do repelente e à colocação de telas
em portas e janelas, por exemplo.
Fontes e referências:
-
Sociedade Brasileira de Infectologia - entidade
sem fins lucrativos que visa promover o desenvolvimento da especialidade
de Infectologia, bem como os intercâmbios científico, técnico, cultural
e social entre seus associados e profissionais da área.
-
Centro Europeu para Controle e Prevenção de
Doenças – organização da União Europeia cujo objetivo é identificar as
ameaças para a saúde humana tanto atuais como em vias de aparecimento.