Na última segunda-feira, dia 05/05/14, ocorreu uma audiência pública na cidade de Embu das Artes, para prestação de contas quanto a implantação de um novo campus UNIFESP. Foram apresentados novo local para construção do prédio em frente à
Prefeitura, no Centro, e as áreas dos cursos de graduação que irão
compor a grade curricular: artes, cultura e turismo.
“Já decretei o terreno como Área de Interesse Público”, afirmou o
prefeito Chico Brito, presidente do Consórcio Intermunicipal da Região
Sudoeste da Grande São Paulo (Conisud), que promoveu a reunião
juntamente com reitora da Unifesp, Soraya Smaili, e demais autoridades
no plenário da Câmara Municipal, que recebeu grande público. É a segunda
audiência pública realizada pelas Câmaras Técnicas do consórcio, a
primeira foi sobre transporte com a EMTU.
“Ponderei e cheguei à decisão de que o melhor seria escolhermos outro
local para não retardarmos ainda mais o projeto”, afirmou o prefeito,
reiterando que será dado continuidade à criação do Parque da Várzea, com
a preservação ambiental de 1.4 milhão m² do total do terreno de 1.6
milhão m² do terreno existente.
Chico Brito fez um breve recorte histórico do início da luta pela
universidade, desde a posse do terreno do Parque da Várzea, em 2009,
cedido pelo Dersa (como compensação pelo impacto da construção do
Rodoanel), passando pela inauguração de cursos de extensão instalados no
Complexo Valdelice no ano de 2010, até chegar no decreto da presidente
Dilma, em 2011, para instalação de um campus em Embu das Artes. Em 2012,
uma liminar requerida na Justiça pela Associação Ibióca, Sociedade
Ecológica Amigos de Embu e Associação Amigos do Bairro das Chácaras
Bartira impediu obras no terreno, justificando que o projeto causaria
impacto ambiental na região.
A reitora da Unifesp, Soraya Smaili, explicou que o Grupo de Trabalho
misto, composto por técnicos da Prefeitura e Unifesp, avaliou as
propostas pedagógicas, concluiu que a localidade no Centro da cidade
seria a melhor opção e acredita que a implantação da universidade será
realizada. “Há uma ampla área para construção sem restrições ambientais e
deverão ser executados estudos, laudos e o planejamento”, declarou.
Smaili destacou o empenho conjunto entre os poderes executivos e
legislativo e sociedade civil na consolidação da Unifesp na região: “A
audiência é um instrumento importante para estimular a participação
popular na elaboração do projeto”.
Ainda segundo Chico Brito, a participação de todos deve ser constante e
vigorosa para colaborar com o surgimento da Unifesp, no intuito de
buscar recursos financeiros do Governo Federal para bancar a
desapropriação do terreno: “O objetivo da professora Soraya em expandir a
Unifesp, visando a qualidade, fortaleceu a nossa união em torno desse
projeto”.
O novo local
Numa área de 84 mil m², está previsto um centro cultural, teatro,
cinema, galeria de arte e biblioteca que também serão abertos à
população, com cursos de extensão e atividades diversas.
Soraya Smaili contou que estão previstas 400 vagas para serem
disponibilizadas inicialmente, com perspectiva de criação de outros
cursos posteriormente: “Levaremos em consideração o que já foi dito,
sabendo das dificuldades, mas agiremos com responsabilidade, dando um
passo de cada vez”.
Para a pró-reitora de graduação da Unifesp, Maria Angélica Minhoto, a
expansão da grade curricular deve ser gradativa: “Vamos pensar na
manutenção dos alunos. A universidade tem que pensar não só na abertura
dos cursos, mas na permanência e conclusão deles pelos estudantes”.
Ela também afirmou que já foi percorrido um importante caminho nas
instâncias decisórias da Unifesp com a definição das áreas de artes,
cultura e turismo, contemplando um conjunto de cursos que tornarão a
universidade plena.
A vez da população
Discursaram na audiência pessoas de diversos grupos, ambientalistas,
estudantes, líderes comunitários, professores, movimentos sociais e
cidadãos.
Muitos opinaram sobre criação de outros cursos (como meio ambiente,
arquitetura, química e medicina), colocaram suas expectativas sobre o
campus, revelaram os anseios em poder estudar, cobraram prazo e
vislumbraram a oportunidade que a universidade irá levar para futuras
gerações.
De Taboão da Serra, Maria Alves Caldeira, compareceu ao evento com
espírito público e de cidadania: “Tenho interesse na universidade pelos
meus filhos e netos”.
Graça, presidente da Associação Comunitária Parque das Chácaras (Embu
das Artes), estava motivada e acredita no compromisso e na vontade
política do governo municipal: “Trabalho com crianças carentes e todos
aqui sabem da importância que a universidade terá na vida delas daqui
uns anos”.
Falando pelo Movimento dos Sem Universidade (MSU), Sergio José Custódio
(presidente nacional) elogiou a grande adesão da população:“Embu das
Artes deu hoje um exemplo para o Brasil”.
Para ele, a ação do prefeito Chico Brito na busca pela abertura de uma
universidade dá sentido à palavra governar: ”Nós acreditamos, e quando
muitas pessoas acreditam no mesmo sonho, ele se torna realidade. Com a
força popular, a universidade poderá acontecer mais rápido do que se
imagina.
No final da audiência, foi assinado um Termo de Cooperação entre
Prefeitura de Embu das Artes e Unifesp para a implantação do campus.
Autoridades presentes: vice-prefeito Natinha, deputado
federal José Mentor, prefeitos Erlon Chaves (Itapecerica da Serra) e
Clodoaldo Leite (Embu-Guaçu), vice –prefeito de Cotia, Moisés Cabrera,
representante de Vargem Grande Paulista, José Carlos Ricardo de Souza,
vereadores Doda Pinheiro (presidente), João Leite, Clidão do Táxi, Dra.
Bete, Rosana Almeida, Gilson Oliveira, Edvânio Mendes, Jefferson do
Caminhão e Ney Santos, além do vereador de Embu-Guaçu, Jose Ferreira.
Informação obtida no
site da prefeitura de Embu das Artes.